domingo, 16 de dezembro de 2007

17 horas de trabalho por casa e comida

Manifestação na Praça da Sé em "comemoração" ao Dia Internacional do Imigrante:



Repórter-fotográfico trabalha com bolivianos e revela exploração de mão-de-obra clandestina em SP

O repórter-fotográfico Antônio Gaudério, 49, foi à Bolívia munido de celular com câmera para descobrir como funciona o tráfico de mão-de-obra ilegal que alimenta a cadeia têxtil em São Paulo. Como um dos milhares de bolivianos que buscam emprego no Brasil para fugir da miséria em seu país, trabalhou no Brás (SP) até 17 horas por dia produzindo peças de roupas que abastecem grandes lojas do comércio brasileiro. Os bolivianos trabalham em troca de comida e moradia ou, no máximo, alguns centavos por hora.


Jovem boliviano faz curso de corte e costura em La Paz, onde os imigrantes se preparam para trabalhar no Brasil

Até 1.500 bolivianos chegam por mês

Com salários baixos e jornadas de até 17 horas diárias, mão-de-obra irregular abastece confecções paulistas

Para fiscais, condições de trabalho são degradantes; lojas se comprometem a romper com fornecedores que não respeitam a lei

CLAUDIA ROLLI
FÁTIMA FERNANDES
DA REPORTAGEM LOCAL


Entre 1.200 e 1.500 bolivianos chegam por mês ao Brasil em busca de emprego. A maior parte encontra trabalho em pequenas confecções e oficinas clandestinas de costura já identificadas em 18 bairros e cidades da Grande São Paulo, como Bom Retiro, Pari, Brás e Itaquera, e ao menos em oito municípios do interior paulista.
Fiscalizações feitas pela DRT (Delegacia Regional do Trabalho) de São Paulo e pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) encontraram indícios de que a mão-de-obra irregular desses migrantes é utilizada por confecções que são -ou foram- fornecedoras de grandes redes de varejo do país.
Nos últimos dois anos, uma CPI da Câmara Municipal de São Paulo convocou representantes das lojas Marisa, Riachuelo, Renner e C&A para prestar esclarecimentos depois que etiquetas de suas marcas foram encontradas em oficinas irregulares da capital.
As quatro redes já firmaram compromisso com o MPT nos últimos quatro meses, além de desenvolverem programas para fiscalizar fornecedores e não comprar de confecções que empregam mão-de-obra estrangeira irregular. As lojas informam ainda que realizam auditorias periódicas e exigem o cumprimento da lei trabalhista e respeito à dignidade humana.
Procuradores do Trabalho investigam 147 processos abertos para apurar denúncias envolvendo a exploração dos bolivianos em confecções paulistas -84 já viraram TACs (Termos de Ajustamento de Conduta) nos últimos dois anos.
Neles, os empregadores se comprometeram a não contratar mais estrangeiros em situação irregular e a não submetê-los a condições degradantes de trabalho, como jornadas excessivas em locais que oferecem risco à saúde e à segurança.
"Os bolivianos fazem jornadas muito acima da lei [permite até dez horas diárias], ganham centavos por peça produzida e moram no local de trabalho. São vários adultos e crianças alojados em um mesmo cômodo, muitas vezes sem ventilação, com fiação aparente oferecendo riscos", afirma a procuradora Vera Lúcia Carlos.
Pelo artigo 149 do Código Penal, é crime reduzir uma pessoa à condição análoga à de escravo. "Se ficar provado que o trabalhador é submetido a jornadas exaustivas, ou a condições degradantes, ou que seu direito de ir e vir está sendo privado porque ele tem uma dívida com o empregador, está caracterizado o crime. Não é necessário que ele esteja acorrentado para provar essa condição", diz Marcos Fava, juiz do Trabalho. A pena prevista é de dois a oito anos de cadeia, além de multa.

Obstáculos
Para dificultar a fiscalização, as oficinas funcionam em casas ou falsos estabelecimentos comerciais. Em Americana, o sindicato das costureiras da região identificou uma confecção, montada em um área que pertencia a uma igreja, com cerca de 30 bolivianos irregulares.
"A placa da igreja continua no local para disfarçar a oficina. Já acionamos os fiscais", afirma Carmelita Alves Braga, presidente do sindicato.
Na Barra Funda, blitz acompanhada pela Folha há três meses flagrou uma casa em que trabalham duas famílias bolivianas, a maior parte, irregular. Na fachada, há duas placas: de um médico e de um advogado.
Paulo Jesus de Souza Filho, delegado do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), diz que a divisão recebe em média duas denúncias por mês de exploração de estrangeiros irregulares no Brasil -geralmente vizinhos incomodados com o barulho das máquinas de costura. (Ou seja, não me importo que exista uma oficina com trabalho escravo do lado de casa, desde que trabalhem suas 17 horas sem fazer barulho!)No Centro de Apoio ao Migrante (do Serviço da Pastoral dos Migrantes, ligado à CNBB), são 15 a 20 denúncias por mês.
"Donos de oficinas e de confecções já foram presos após ter sido feito o flagrante. Como o crime é inafiançável, alguns já chegaram a ficar presos por duas semanas enquanto aguardavam o pedido de liberdade provisória. Depois, a maior parte responde ao processo em liberdade", diz o delegado.
Considerados os últimos oito anos, não chega a cem o número de inquéritos encaminhados pela Polícia Civil para combater o trabalho análogo à escravidão, segundo a Folha apurou.

Ação conjunta
Na zona norte de São Paulo, policiais encontraram uma adolescente e dois bolivianos que eram trancados na oficina. Há casos em que patrões apreendem documentos para evitar que fujam e outros em que os estrangeiros pagam o prato de comida com trabalho. Casos como esses podem ser denunciados pelo telefone 181.
Para Márcia Ruiz, delegada e representante do comitê paulista de combate ao tráfico de seres humanos, a ação não deve ser apenas policial. "É uma questão social complexa, porque os bolivianos irregulares não querem retornar porque dizem que aqui não passam fome. É preciso conscientizar os que estão sendo explorados e que todas as entidades envolvidas ajam de forma conjunta."
Antes explorados por patrões sul-coreanos, os bolivianos agora são subordinados a compatriotas que conseguiram se regularizar e montar oficinas. "Eles não se consideram vítimas de exploração", diz José Marcio Lemos, da Delegacia de Imigração da PF em São Paulo.
A situação dos bolivianos só não é pior, avalia Paulo Illes, coordenador do Centro de Apoio ao Migrante, porque 20 mil bolivianos (42 mil, segundo o Ministério da Justiça) conseguiram pedir a regularização de sua situação por meio de acordo entre Brasil e Bolívia.
"Mas a cobrança de taxas elevadas e a multa de até R$ 828 para quem está sem visto dificulta o processo." Estima-se que 160 mil bolivianos vivam no Estado de São Paulo, sendo 100 mil irregulares.
"É um problema da globalização econômica. A desigualdade regional faz com que as pessoas migrem em busca de uma situação melhor", diz Sérgio Suiama, procurador do Ministério Público Federal de São Paulo. "É preciso discutir políticas migratórias, rever o estatuto dos estrangeiros e garantir a esses trabalhadores direitos fundamentais básicos, como o direito ao trabalho."

Fonte: UOL

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Esta é (mais uma) dura realidade de nosso país: Além de termos miséria e fome de sobra, para dar e vender, ainda assim importamos mais dela.
Não estou querendo pregar a xenofobia, acho que, todos nós, somos cidadãos do mundo, que por acaso, nascemos nesta ou naquela porção de terra chamada país. Acho que nosso governo deveria dialogar com o da Bolívia, para que os 2 países juntos possam tentar melhorar esta situação, pois acabar de vez com isso, é muito difícil.

Outro ponto, é saber que muitas pessoas vão a lugares, como o Bom Retiro, em São Paulo, atraídas pelos baixos preços de roupas, muitas desconhecem a procedência destas roupas, já outras, conscientes disso, mas que geralmente não se importam. Um detalhe que antes não sabia e tomei conhecimento através da reportagem acima, é que lojas brasileiras de grande nome como C&A, já estiveram (ou estão) envolvidas neste processo, passiva ou ativamente. Até então, imaginava que este tipo de exploração era "mérito" apenas de Multinacionais como a Nike, por exemplo.

O pior é que, enquanto existem estas empresas clandestinas explorando mão de obra escrava, outras empresas sérias, que contratam pessoas dentro da lei, gerando empregos, acabam perecendo devido a concorrência desleal, pois uma roupa produzida por mão de obra escrava/semi-escrava, com certeza terá um preço final (para o consumidor) muito mais baixo que o preço praticado por uma empresa legalizada, que paga impostos e salários dignos.

Eu sei que é difícil fazera coisa certa, mas se você tem consciência e sabe que a roupa que está prestes a comprar é fruto de trabalho escravo, prefira gastar um pouco mais e comprar em outro lugar. Tenho certeza que o dinheiro que você irá deixar de economizar não fará tanta falta assim e o melhor: você dorme tranquilo.
Assim como as drogas, quem sustenta isso é quem consome o produto final.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Suicidal Tendencies - Institutionalized (tradução)

Estive vendo muitas coisas acontecendo, muitas pessoas sendo "Institucionalizadas" por aí, logo lembrei desta música.
Dedico esta, aos que não tem vontade própria e se deixam ser levados como ovelhas de um rebanho:



Às vezes eu tento fazer coisas, e não funcionam do jeito que eu queria. E eu fico muito frustrado. É tipo... eu tento muito fazer, e gasto meu tempo, mas não funciona do jeito que eu queria. É como... eu me concentro muito nisto, mas não funciona. E tudo que eu faço, tudo que eu tento... nunca dá certo. É tipo... eu preciso de tempo para pensar nisso.
Tem sempre alguém dizendo: “Hei, Mike, a gente soube que você tem passado por vários problemas ultimamente, sabe. Você talvez devesse sair, e talvez você devesse falar sobre isso, você sentiria bem melhor”.
Eu digo: “Não. Está tudo bem. Eu resolvo. Só me deixe sozinho. Eu resolvo. Eu me viro”.
E eles dizem: “Bem, se você quiser falar sobre isso, eu estarei aqui, sabe, e você, provavelmente, se sentirá bem melhor se falar sobre isso. Então por que você não fala sobre isso?”.
Eu digo: “Não! Eu não quero! Eu estou bem! Eu resolvo sozinho”.
Mas eles continuam me aborrecendo
Continuam me aborrecendo
E isso me deixa furioso

Então você vai ser institucionalizado
Você virá com seu cérebro lavado e com olhos vermelhos
Você não terá nada a dizer
Eles irão lavar seu cérebro até que você aja do mesmo modo que eles

Eu não estou louco (Instituição!)
Você é que está louco (Instituição!)
Você está me deixando louco (Instituição!)

Eles me prendem numa instituição
Dizem que é a única solução
Para me dar a ajuda profissional necessária
Para me proteger do inimigo: eu mesmo

Eu estava no meu quarto, e estava olhando para a parede pensando em tudo, mas então, novamente, eu não estava pensando em nada. E então minha mãe chegou, e eu não sabia que ela estava lá. Ela chamou meu nome mas eu não a ouvi
Então ela começou a gritar: “Mike! Mike!”
E eu digo: “O quê? Qual o problema?”
Ela diz: “Qual o problema com você!?”
Eu digo: “Não há nada errado, mãe”
Ela diz: “Não me diga isso! Você está drogado!”
Eu digo: “Não, mãe. Eu não estou drogado. Eu estou bem. Só estou pensando. Por que você não me traz uma Pepsi?
Ela diz: “Não! Você está drogado!”
Eu digo: “Mãe! Eu estou bem. Só estou pensando”
Ela diz: “Não! Você não está pensando, você está drogado. Gente normal não age assim!”
Eu digo: “Mãe, só me traz uma Pepsi, por favor. Tudo que eu quero é uma Pepsi”
E ela não queria me dar!
Tudo que eu queria era uma Pepsi!
Só uma Pepsi!
E ela não me dava!
Só uma Pepsi!

Eles te dão uma camisa branca com mangas longas
Enlaçadas nas suas costas, te tratam como ladrões
Te drogam porquê são preguiçosos
Dá muito trabalho ajudar um louco

Eu não estou louco (Instituição!)
Você é que está louco (Instituição!)
Você está me deixando louco (Instituição!)

Eles me prendem numa instituição
Dizem que é a única solução
Para me dar a ajuda profissional necessária
Para me proteger do inimigo: eu mesmo

Eu estava sentado no meu quarto e minha mãe e meu pai chegaram. Então eles puxam uma cadeira e se sentam.
Eles dizem: “Mike, precisamos falar com você”
E eu digo: “OK. Qual o problema?”
Eles dizem: “Eu e sua mãe temos ouvido falar que você tem passado por vários problemas. E você tem desaparecido sem razão alguma. E nós estamos com medo de que você vá machucar alguém. Estamos com medo de que você se machuque. Então nós decidimos que seria de seu interesse se colocássemos você em algum lugar onde você possa conseguir a ajuda que precisa”
E eu digo: “Espere! Do que vocês estão falando? “NÓS decidimos”? “MEU interesse”? Como vocês podem saber qual é o meu interesse? Como vocês podem dizer qual é o meu interesse? E o que vocês estão tentando dizer? EU estou louco? Quando eu fui para as SUAS escolas, eu fui para as SUAS igrejas, eu fui para os SEUS institutos de facilitação de aprendizado! Então como vocês podem dizer que eu estou louco?”

Eles dizem que vão consertar meu cérebro
Aliviar meu sofrimento e minha dor
Mas enquanto eles consertam minha cabeça
Mentalmente, eu estarei morto

Eu não estou louco (Instituição!)
Você é que está louco (Instituição!)
Você está me deixando louco (Instituição!)

Eles me prendem numa instituição
Dizem que é a única solução
Para me dar a ajuda profissional necessária
Para me proteger do inimigo: eu mesmo

Não importa. De qualquer forma, eu, com certeza serei atropelado por um carro

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

"Homem-Aranha" mirim salva bebê de casa em chamas



09/11/2007 - 16h23
Fonte: UOL

Riquelme dos Santos, um garoto de apenas cinco anos de idade, salvou de um incêndio um bebê de um ano e dez meses na última quinta-feira, na cidade de Palmeira, em Santa Catarina. O curioso da história é que o garoto vestia, no momento do resgate, uma fantasia de Homem-Aranha. A informação é do portal do "Zero Hora".



Segundo informações de moradores, Riquelme brincava de super-herói em frente à casa atingida pelo incêndio, quando viu as chamas no quarto do bebê, identificado como Andrieli. A criança dormia enquanto a mãe, Lucilene dos Santos, lavava roupa na parte externa da casa.

De acordo com Lucilene, o fogo alastrou-se rapidamente a ponto de ela não conseguir mais entrar na casa. Foi então que o "Homem-Aranha" mirim entrou em ação.

"Ele disse que não era para eu gritar, nem chorar, que ele salvaria Andriele", contou a mãe do bebê à RBS TV.

A equipe do Corpo de Bombeiros realizou a perícia no imóvel na manhã desta sexta-feira e informou que o incêndio destruiu 80% da residência de 50 metros quadrados.

A atitude do menino foi elogiada pelos bombeiros, apesar de não ser recomendada. "Ele poderia ter se tornado mais uma vítima", disse o sargento Macedo.



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Isso me faz lembrar de uma lenda urbana, de que certa vez, um garotinho fantasiado de Super-Homem pulou do vigésimo andar de um prédio...

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Hermanoteu Na Terra De Godah

Uma das melhores performances que já vi dos "Melhores do Mundo", realmente deve valer a pena ver o espetáculo desses caras no teatro!

... Mas enquanto não dá, vamos vendo no Youtube mesmo...

These Are a Few Of My Favorite Things

Bem, fiquei um tempinho sem postar, mas não abandonei o blog não... aí vai um vídeo + letra traduzida do Death By Stereo:

These Are a Few Of My Favorite Things
Estas São Algumas Das Minhas Coisas Favoritas




Sua cultura pop é uma merda
Onde eu resisto como um indivíduo
Numa sociedade sem cultura
Uma sociedade que eu não preciso

Eu tenho uma mentalidade própria
Aqui eu resistirei sem um lugar para vagar
Sem um ídolo me dizendo quem eu sou
Ou quem eu preciso ser

Não pode apagar minha vida
Você não pode rasgar este sentimento dos meus braços
Você não pode quebrar minhas costas
Você não pode quebrar meu coração
Você não pode ficar enquanto a vida não nos separar

Vomite toda sua cólera
Você se esforça para castrar todos nossos sonhos
Você vive e respira
Como nós pulamos dentro da arena

Como todos nós vivemos, nós todos morremos
Sem um propósito, não é como eu me deito
Não vou tomar este deitado
Nós o derrubaremos

Não pode apagar minha vida
Você não pode rasgar este sentimento dos meus braços
Você não pode quebrar minhas costas
Você não pode quebrar meu coração
Você não pode ficar enquanto a vida não nos separar
E se você viveu a vida,
Você poderia ver mais que um buraco
Que sua vitória não é muito para mim
É o fim da vida

Este é o meu mundo vil
Eu consigo sentí-lo queimando minha pele
Meus ouvidos
Meus olhos
Meu cérebro
Eu posso sentir ódio agitando por dentro

Este é o meu mundo vil
Eu consigo sentí-lo queimando minha pele
Meus ouvidos
Meus olhos
Meu cérebro
Eu posso sentir o ódio

Não pode apagar minha vida
Você não pode rasgar este sentimento dos meus braços
Você não pode quebrar minhas costas
Você não pode quebrar meu coração
Você não pode ficar enquanto a vida não nos separar
E se você viveu a vida,
Você poderia ver mais que um buraco
Que sua vitória não é muito para mim
É o fim da vida

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Al Gore e Grupo da ONU para Mudança Climática ganham o Prêmio Nobel da Paz

Fonte: UOL
12/10/2007 - 06h11
Atualizada às 7h56

O ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore e o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na silga em inglês) da ONU, e seu presidente, o indiano Rajendra Pachauri, são os vencedores do Prêmio Nobel da Paz 2007, anunciou o Comitê do Nobel.

O Prêmio Nobel da Paz é dotado de US$ 1,5 milhão e será entregue junto com os outros prêmios no dia 10 de dezembro, aniversário da morte de seu fundador, Alfred Nobel.



O novo Prêmio Nobel da Paz, o ex-vice-presidente americano Al Gore, conseguiu com seu ativismo que o meio ambiente adquirisse a mesma importância na consciência pública que a luta pela paz.

O interesse de Gore pela ecologia vem desde 17 anos atrás, antes de ter sido vice-presidente dos Estados Unidos durante o mandato de Bill Clinton (1993-2001), quando foi reeleito como senador democrata pelo Tennessee em 1990.

No entanto, o verdadeiro reconhecimento chegou após a estréia no ano passado do documentário "Uma Verdade Inconveniente", premiado como melhor documentário na última cerimônia de entrega do Oscar e que descreve as graves conseqüências do aquecimento global.

O filme invoca os estudos científicos que advertem que o aquecimento global gerado pelas emissões de gases poluentes causará uma mudança climática que acabará com a vida atual tal como a conhecemos, a menos que esta contaminação seja detida.

Gore, 59, candidato à Casa Branca nas eleições presidenciais de 2000, recebeu, além disso, no último dia 6 de junho o Prêmio Príncipe de Astúrias de Cooperação Internacional, que honrou sua "decisiva contribuição para o progresso na solução dos graves problemas da mudança climática".

Muito antes, em 1991, publicou o livro "Terra em Balanço: Ecologia e o Espírito Humano", no qual falava sobre grandes mudanças ecológicas necessárias para enfrentar o século 21.

Gore, nascido na capital americana no seio de uma família de políticos do Tennessee - seu pai também foi senador -, iniciou sua carreira política em 1976, quando foi eleito representante deste Estado ao Congresso dos Estados Unidos.

Em 1988, tentou obter pela primeira vez a candidatura presidencial democrata, mas não teve êxito e se retirou no meio das primárias.

Sua grande oportunidade política chegou após passar pela Casa Branca como vice-presidente de Bill Clinton, de quem, no entanto, sempre tentou manter uma certa distância.

O político democrata, que atualmente vive um de seus momentos de maior popularidade graças a seus interesses ambientais, esteve a ponto de se transformar em presidente dos Estados Unidos em 2000, ano no qual, realmente, conseguiu em todo o país cerca de 300 mil votos a mais que seu oponente George W. Bush.

Mas o complexo sistema eleitoral americano e, finalmente, uma decisão da Suprema Corte, impediram sua chegada à Casa Branca.

A seu favor contava a experiência obtida durante sua etapa de vice-presidente, uma época na que os EUA viveram a fase de expansão econômica mais longa de sua história.

Tachado de frio e rígido, - para alguns parece um robô e ele mesmo chegou a fazer brincadeiras sobre si - Gore é também um homem caseiro, dedicado a sua família, a sua esposa Tipper e a seus quatro filhos, Karenna, Kristin, Sarah e Albert.

Al Gore, "o príncipe Al", como o chamavam seus companheiros do elitista colégio St. Albans, de Washington, se transforma hoje no 20º americano agraciado com o prêmio Nobel.

Anteriormente o prêmio havia sido concedido a figuras políticas de primeira ordem como os ex-presidentes Theodore Roosevelt (em 1906) e Jimmy Carter (em 2002), o ativista Martin Luther King (em 1964) e o ex-secretário de Estado americano Henry Kissinger (em 1973).

Alguns pensam que esta condecoração poderia sustentar uma possível tentativa de Gore de voltar à Casa Branca em 2008, mas, por enquanto, e apesar de que há gente que quer apoiá-lo, como o ator Leonardo diCaprio, Gore pensa em continuar trabalhando passo a passo para que sua mensagem em favor do meio ambiente chegue à sociedade.

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Hoje, acho que todos concordam comigo: "Seria melhor se o Al Gore tivesse sido eleito, ao invés do Bush!"
Mas fiquei feliz, em conhecer melhor o trabalho que o Al Gore fez e está fazendo atualmente, pois com o seu Documentário, ele conseguiu despertar mais a atenção das pessoas, mostrando que a questão do Aquecimento Global não se trata de uma previsão, de uma estimativa e sim de uma realidade que está acontecendo no momento em que você está lendo este texto.

Não tenho muitas esperanças para a geração depois da minha, pois hoje, já sinto na pele, os efeitos deste Aquecimento, temperaturas altíssimas, umidade do ar extremamente baixa, o que dificulta até mesmo a prática de esportes e atividades físicas, que julgo necessárias para manter a saúde e a qualidade de vida.

Vou parando por aqui, mas, com certeza, vou voltar a falar sobre este assunto que julgo um dos mais importantes temas de discussão da atualidade.

A seguir, um trailer do Documentário.
Se puderem comprem, aluguem, baixem. Se você concorda com a idéia, divulgue, faça cópias, passe adiante, pois ainda existem muitas pessoas para serem conscientizadas. É questão de tempo até todos sentirem na pele (literalmente) os efeitos do Aquecimento Global.

sábado, 29 de setembro de 2007

New Model Army - 51st State

Fiquem aí com o clipe e letra traduzida de 51st State do New Model Army!



Olhe para fora de sua janela, observe os ceús
Leia todas as instruções com olhos azuis brilhantes
Nós somos W.A.S.Ps,(Brancos, Anglo-Saxões e Protestantes) filhos Americanos orgulhosos
Nós sabemos como limpar nossos dentes e como sacar uma arma

Nós somos o 51º estado americano

Nossa Bandeira coberta de estrelas que o Jack Tremula tão orgulhoso
Em cima das cabeças dançantes da multidão patriótica alegre
Tire o chapéu para o yankee conquistador
Nós não temos nenhum vermelho sob a cama com armas sob nossos travesseiros

Nós somos o 51º estado americano

Aqui na terra da oportunidade, nos observe e divirta-se em nossa liberdade
Você pode dizer do que você gosta, mas isto não muda nada
Porque os corredores do poder estão a um oceano de distância

Nós somos o 51º estado americano